Hoje, dia 28 de outubro é celebrado  o Dia do Servidor Público. A data foi instituída no governo do presidente Getúlio Vargas, através da criação do Conselho Federal do Serviço Público Civil, em 1937. Em 1938 foi fundado o Departamento Administrativo do Serviço Público do Brasil, onde esse tipo de serviço passou a ser mais utilizado.

Renatinho com os colegas Vavá Malaguez (C) e Sandro Lehmann. Fotos: Joanes Araujo

As leis que regem os direitos e deveres dos funcionários que prestam serviços públicos estão no decreto nº 1.713, de 28 de outubro de 1939, motivo pelo qual é o dia da comemoração desse profissional.

Em 11 de dezembro de 1990, foi publicado o novo Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, a Lei nº8112, alterando várias disposições da antiga lei, porém os direitos e deveres desses servidores estão definidos e estabelecidos na Constituição Federal do Brasil, além dos estatutos das entidades em que trabalham.

Homenagem

Este ano, o Nosso Jornal faz uma homenagem aos servidores da Prefeitura Municipal de Hulha Negra ao contar um pouco da história de um funcionário com mais de 20 anos de serviços prestados em Hulha Negra.

O seu coração de torcedor tem espaço para três times. Ele é Jalde Negro, Colorado e Rubro Negro. A balança da emoção pesa os três times com o mesma importância. Servidor Público concursado desde 1995, ele é esposo dedicado, pai exemplar e, na avaliação dos colegas, um ótimo amigo e um funcionário público que se mantém na linha da excelência. Este é Carlos Renato Chagas,48 anos, o Renatinho.

Serviço Público

O compromisso com o serviço público vem bem antes de Hulha Negra se tornar um município. Renatinho, trabalhou na secretaria de obras do governo Azambuja, época que Hulha Negra era um distrito de Bagé. Porém foi em 1995 que Renatinho foi nomeado no primeiro concurso público de Hulha Negra. Por mais de duas décadas ele desempenha a função de operário. São inúmeras as histórias geradas nesta época. “Difícil escolher uma história pra contar por que são tantas e outras nem lembro mais”, comenta enfatizando que trabalhou em toda a instalação do saneamento básico em Hulha Negra.

“Quando eu comecei trabalhar as máquinas que abriam valetas eram picão e pá. O motor era meus braços. Naquela época era tudo manual, tudo na força bruta, mas nunca reclamei porque eu amo o que eu faço. Se é pra melhorar o município pode contar comigo que não tem tempo ruim nunca”, destaca o servidor.

As histórias

Enquanto é entrevistado as memórias surgem. Algumas um tanto sofridas como da vez que estavam construindo uma escola no interior do município sob um sol de verão. O calor era quase insuportável e não havia água potável pra beber. “Colocaram água do Passo do Neto em uma bombona de plástico que armazenava detergente. Não tinha outra água pra tomar e tivemos que tomar aquela. Todos ficaram com infecção no estomago”, lembra.

Ele conta que cortou a mão com vidro ao coletar os resíduos em uma lixeira. “Algumas pessoas não sabem separar o lixo corretamente e que sofre somos nós, e não é só isso, ja fui mordido por nove cachorro enquanto fazia meu serviço”, lamenta.

Os colegas

Renatinho dedicou a maior parte de sua carreira de servidor público na secretária de Obras. Há três anos ele passou para a secretaria de Desenvolvimento Rural. Renatinho faz parte da equipe de coleta de resíduos. É sempre citado como um ótimo colega por onde trabalhou. ValdeirMalagues, o Vavá, motorista do caminhão coletor aponta que uma das virtudes do cole Renatinho é a paciência.

“Quando eu comecei trabalhar em Hulha Negra o Renatinho me ensino todas as rotas que deveríamos fazer com o caminhão. Sempre atencioso e paciente. É um baita colega, e além de tudo é cachorreiro. Tá sempre juntando comida para dar aos cachorros de ruas e quando não sobra comida ele compra ração com dinheiro próprio. É um ser humano fantástico”, elogiou Vavá.

Sandro Lehmann completa a equipe dos três mosqueteiros. Ela também acrescenta que o seu colega Renatinho é um exemplo de servidor público. “Tem um mito que funcionário público não trabalha. Que inventou isso não conheceu o Renatinho. Que bom que tivesse mais uns dois ou três dele. É um grande amigo e colega”, destacou Sandro.

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