Ele começou a produzir conteúdos para a internet há pelo menos um ano, porém grava vídeos desde 2012. É influenciador digital, estudante de Comunicação Social e já foi demitido de uma emissora de TV por brincar – em um dos seus vídeos – com uma anunciante da emissora. Seu vídeo de maior visualização ultrapassa os 40k de views. Em menos de 15 meses as visualizações dos conteúdos somam quase um milhão.

Em menos de 15 meses as visualizações dos conteúdos somam quase um milhão.

Com apenas 23 anos, Iury Madeira tem uma multidão de seguidores que acompanham os vídeos postados quase sempre semanalmente. O rostinho angelical (sqñ) lembra alguém de mau humor, mas ele é o queridinho das gurias do Estadual. Tá, o queridinho que virou a figura pública que mais cresceu em 2017 na terra do homem valente e mulher bonita. O pancheiro – sim porque ele é de Bagé e gosta da culinária local – é bairrista e produz conteúdos relacionados a Rainha da Fronteira. Esse vídeos se espalham pela região.

O início

Na verdade o início foi quando ele ganhou um tapinha do médico e deu o primeiro choro nesta terra adorada, salve, salve. Mas vamos pular essa parte e ir direto para a puberdade, quando Iury levou o primeiro “pé na bunda” da menininha que magoou seu coraçãozinho virgem. O fora virou um vídeo. “Não foi um vídeo engraçado, mas rendeu uma boa visualização e, a partir daí, comecei a gravar e não parei mais”, (ao fundo se ouve Maiara & Maraisa na sofrência).

Bairrista

Hoje Iury Madeira produz conteúdo pra um público de aproximadamente 120 mil pessoas (população de Bagé), embora não são todos que têm acesso. Ele conta que o vídeo “Palavreado Bageense” chegou a 40 mil visualizações. “Comparando em números, é um resultado incrível. E sem impulsionar um só real”, pontua enfatizando que são quase 800 mil visualizações nos últimos 15 meses.  “É simplesmente como se cada pessoa da cidade já tenha visto, pelo menos, seis vídeos que produzi”.

Sincero

A motivação para produzir os conteúdos é o reconhecimento e o retorno financeiro. “Nós vivemos num mundo em que se precisa de dinheiro pra tudo. Até pra ser feliz. Hoje consigo unir a minha paixão (comunicação social) e minha gana por gerar resultados. O reconhecimento (não tem nada a ver com ego) é uma espécie de combustível. Se der certo e tiver retorno, foi um sucesso e inspira. Quando não dá retorno ou não é o esperado, fico triste e bravo [risos]”, diz.

Reconhecimento

Os vídeos trouxeram vários reconhecimentos. “Desde o momento em que fui pra a emissora de TV por me destacar na internet (e obviamente estar cursando jornalismo) até há dois meses quando recebi a medalha de Honra ao Mérito por ser destaque jovem na cidade. Mas o que mais conta, sem dúvida alguma, é o reconhecimento das pessoas. Hoje eu saio na rua – não só em Bagé –  e as pessoas me param para elogiar, conversar e até pra tirar foto – o que eu não acostumei ainda. Quem sou eu pra tirar foto com alguém? [risos]”, indaga com humildade.

Fogo cruzado

E quanto ao lance da demissão da emissora? Lógico que perguntei se ficou alguma mágoa pela forma injusta como foi tratado o fato. Ele foi enfático na resposta “Esses episódios eu espero não enfrentar mais. Desgasta a imagem. Hoje trabalho com empresas importantíssimas na região e, por bom senso e amor ao meu trabalho, tenho mais responsabilidade no que falo e publico. Esses episódios me empurraram pro meio do povo e não sei responder se de forma positiva ou negativa. A imagem conta muito”.

Para o futuro

“Esse meu papel de influenciador digital é um novo momento na minha vida. Claro, já estou há cinco anos produzindo conteúdo bairrista na internet, então, talvez, eu só não queira admitir que já virou a minha profissão. Mas, no futuro, me vejo em diversas plataformas – sempre na comunicação”, afirma.

Iury é reconhecido na região e não tem pretensão de ser conhecido nacionalmente (eu acho que é mentira). “Não tenho esse “sonho” de ser conhecido nacionalmente. Não por vídeos. Talvez por outras coisas que estão por acontecer. Mas eu faço tudo em Off. Só assim as coisas dão certo. Por enquanto, continuo nos vídeos e com a empresa de produção de conteúdo que lancei”.

Acessi

Hoje os vídeos produzidos por Iury Madeira contam, também, com um espaço comercial. As empresas que querem divulgar promoções ou os seus produtos, podem, através dos conteúdos que são vistos por milhares de pessoas, obterem resultados. Em 2017 foram mais de 30 empresas que apostaram ( e ganharam) no trabalho do menino de quase um milhão de visualizações.

Há dois meses Iury Madeira criou a Acessi Produção de Conteúdo. A empresa produz conteúdo diferenciado para redes sociais de outras instituições. “Eu gosto muito do ‘material humano’, ou seja, as empresas têm muita coisa legal pra mostrar e o meu papel é criar conteúdo utilizando isso e, obviamente, gerar mais visibilidade para a empresa que consequentemente deve gerar mais resultados”, comenta.

Ele ainda diz que a Acessi tem quatro clientes importantes na cidade e os resultados estão sendo muito interessantes. “Qualquer empresa pode entrar em contato comigo, desde que esteja disposta a aceitar que o marketing digital tem que ser levado a sério, pois gera muito lucro”.

Os contatos comerciais podem ser feitos através dos e-mails: iurymadeira@yahoo.com.br ou acessiconteudo@hotmail.com  e, ainda, pelo telefone 53 9 9946 4416.

Fatality

“A nossa região está cheia de talentos em todas as áreas. Infelizmente, esses talentos, só são valorizados quando os de fora valorizam. Cantores só são notados quando participam de programas nacionais. Atletas só são notados quando ganham medalhas representando a cidade. Nós perdemos inúmeros profissionais por pura falta de reconhecimento e valorização. O que está acontecendo comigo hoje é graças ao trabalho duro e, muitas vezes, dolorido. Os veículos de comunicação da cidade (jornais impressos e televisão) deveriam dar mais espaços e prestar mais atenção aos nossos talentos. Um exemplo é essa entrevista. Um veículo de outra cidade teve que me entrevistar e reconhecer. Enquanto os veículos daqui da cidade só se importam com futilidades. Talvez por isso estão perdendo lugar pro digital. Aliás, eu tenho mais audiência que qualquer veículo na cidade. Eu provo com números”, conclui.

 

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